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Relógio sem bateria? Parece coisa de filme futurista, mas já está virando realidade — e usando nada menos que o calor do próprio corpo como fonte de energia.

Os chamados geradores termoelétricos funcionam aproveitando a diferença de temperatura entre o corpo humano (mais quente) e o ambiente ao redor (mais frio). Essa variação gera eletricidade, o que abre portas para alimentar dispositivos vestíveis sem precisar de tomada. O problema é que, até pouco tempo atrás, transformar isso em algo prático — fino, confortável e eficiente — era um verdadeiro quebra-cabeça.

Para funcionar bem em acessórios como relógios, essa tecnologia precisaria ser aplicada em camadas finas. Só que esse formato acabava deixando o calor escapar rapidamente, sem criar zonas distintas de quente e frio — algo essencial para gerar energia. As soluções anteriores tentavam contornar isso com estruturas dobradas ou em formato tridimensional, mas isso deixava os dispositivos mais pesados e menos flexíveis.

Agora, esse obstáculo foi finalmente superado. Pesquisadores da Universidade Nacional de Seul, na Coreia do Sul, apresentaram uma abordagem inovadora em um estudo publicado na revista Science Advances. A novidade? Um gerador termoelétrico totalmente plano, mas muito mais eficiente.

A nova tecnologia “gerador termoelétrico pseudo-transversal” em ação – Imagem: reprodução

Batizada de “estrutura pseudo-transversal”, a tecnologia muda a forma como o calor circula no dispositivo. Em vez de subir e se dissipar rapidamente, o calor é redirecionado lateralmente por uma base de silicone elástico especialmente projetada.

O segredo está na adição estratégica de nanopartículas de cobre em pontos específicos dessa base. Isso faz com que o calor se espalhe de lado, criando áreas vizinhas com diferentes temperaturas — exatamente o que é necessário para gerar eletricidade de forma eficiente.

Esse fluxo lateral simula um efeito físico complexo, no qual calor e corrente elétrica se movem em direções diferentes, permitindo criar gradientes térmicos mesmo em superfícies planas.

Outro ponto forte é a fabricação: o dispositivo pode ser produzido por impressão com tinta especial, o que o torna flexível, leve e fácil de adaptar. Além disso, os componentes podem ser combinados como blocos, permitindo criar dispositivos de diferentes formatos e tamanhos.

A expectativa é que essa tecnologia abra caminho para uma nova geração de wearables que praticamente se alimentam sozinhos. Em um futuro próximo, pode ser que você nunca mais precise se preocupar em carregar seu smartwatch… só de estar usando já será suficiente. 🔋😄

Fonte: tudocelular.com

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