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A Epic Games anunciou, nesta terça-feira (24), a demissão de mais de mil funcionários, apontando a queda no engajamento de Fortnite como um dos principais motivos da decisão.

Em comunicado oficial, o CEO Tim Sweeney explicou que a empresa vinha “gastando muito mais do que arrecadava”, o que tornou inevitáveis medidas mais duras para equilibrar as finanças e garantir a continuidade das operações.

A notícia chega pouco tempo após o lançamento de uma nova temporada do jogo e também depois do aumento no preço dos V-Bucks, a moeda virtual do Fortnite — mudança que gerou forte reação negativa entre os jogadores.

Segundo Sweeney, a redução no engajamento, observada desde 2025, impactou diretamente a receita da empresa. Ele destacou que, junto às demissões, a Epic já identificou mais de US$ 500 milhões em cortes de custos, especialmente nas áreas de contratação e marketing, além de congelar novas admissões em determinados setores.

O executivo também apontou fatores externos, como o crescimento mais lento da indústria de games, a diminuição dos gastos dos consumidores e um cenário econômico mais desafiador. Outro ponto levantado foi o desempenho abaixo do esperado da atual geração de consoles, que vem vendendo menos do que a anterior, além da concorrência cada vez maior com outras formas de entretenimento.

Por outro lado, Sweeney reconheceu desafios internos da própria empresa. Apesar de Fortnite continuar sendo um fenômeno global, ele admitiu dificuldades em manter o interesse dos jogadores a cada nova temporada. Além disso, destacou que o retorno do jogo aos dispositivos móveis ainda está em estágio inicial, assim como os esforços para otimizar a experiência em bilhões de smartphones ao redor do mundo.

A empresa também confirmou o encerramento de alguns modos de jogo que não atingiram o desempenho esperado. Entre eles estão o Ballistic, um modo em primeira pessoa inspirado em títulos competitivos, e o Palco de Batalha do Festival, ambos com encerramento previsto para 16 de abril. Já o Rocket Racing, desenvolvido em parceria com a Psyonix, será descontinuado em outubro.

De acordo com a Epic, esses modos não conseguiram manter uma base sólida de jogadores, levando à decisão de encerrar suas atividades.

Ao final, Sweeney classificou as demissões como uma medida “dolorosa”, mas necessária. Os funcionários afetados receberão ao menos quatro meses de salário, plano de saúde e antecipação de benefícios em ações.

Vale lembrar que essa não é a primeira grande rodada de cortes na empresa. Em 2023, a Epic Games já havia demitido cerca de 830 colaboradores, o equivalente a aproximadamente 16% de sua equipe na época — o que torna o novo corte ainda mais significativo dentro da estrutura atual da companhia.

Fonte:br.ign.com

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