Home / Pokémon / Um empreendedor de 60 anos mostrou que nunca é tarde para inovar — e lucrar alto. Vendendo cartas de Pokémon, ele conseguiu faturar cerca de R$ 1 milhão em apenas 90 minutos durante uma transmissão ao vivo.

Um empreendedor de 60 anos mostrou que nunca é tarde para inovar — e lucrar alto. Vendendo cartas de Pokémon, ele conseguiu faturar cerca de R$ 1 milhão em apenas 90 minutos durante uma transmissão ao vivo.

O responsável por esse feito é Scott Wool, um colecionador experiente que há quase 40 anos comercializa cartas de Pokémon, brinquedos, quadrinhos e itens esportivos raros. Apesar de toda essa bagagem, foi ao apostar nas lives que seu negócio deu um salto impressionante, registrando um crescimento de 200% nas vendas entre janeiro de 2025 e o mesmo período de 2026.

A história começou lá em 1987, quando Wool, ainda com 20 anos, decidiu transformar seu hobby em profissão. Ele se uniu ao dono de uma loja de quadrinhos e iniciou uma parceria que deu origem ao seu primeiro negócio físico. Com o tempo, a operação evoluiu e acompanhou o avanço da internet, migrando gradualmente para o comércio digital — movimento impulsionado pelo surgimento do eBay no início dos anos 2000.

Na época, a plataforma serviu como uma solução para reduzir o excesso de estoque. Sem grandes expectativas, Wool decidiu testar as vendas online. Foi assim que nasceu a loja com o curioso nome “pfootballpete4dhx”, gerado automaticamente após uma tentativa frustrada de registrar um nome mais simples.

Durante anos, o eBay teve um papel secundário nas vendas. Porém, tudo mudou em 2021, quando Wool foi convidado a participar de um teste de transmissões ao vivo na plataforma. O resultado surpreendeu: em cerca de uma hora e meia, a equipe faturou aproximadamente US$ 225 mil (cerca de R$ 1,17 milhão).

Mesmo tendo duvidado do potencial no início, Wool rapidamente percebeu o poder das lives. O negócio, que chegou perto da falência em 2013, conseguiu se reinventar e hoje soma mais de 2 milhões de vendas e cerca de 100 mil seguidores.

Um dos grandes motores desse crescimento foi o mercado de cartas de Pokémon. Wool vende esses itens desde o lançamento nos Estados Unidos, há cerca de 30 anos, e viu o público mudar completamente. O que antes era voltado para crianças, hoje atrai colecionadores adultos e investidores, transformando as cartas em verdadeiros ativos financeiros.

Além das vendas, Wool destaca que o grande diferencial das transmissões ao vivo está no engajamento. Diferente dos anúncios tradicionais, as lives permitem interação em tempo real, criando uma conexão mais próxima com o público e fortalecendo a confiança na marca.

Outro ponto importante é o tempo de exposição. Enquanto anúncios duram poucos segundos, uma live pode se estender por horas, permitindo que os espectadores conheçam de fato quem está por trás da marca.

Para quem quer entrar nesse mundo, Wool garante: não é preciso começar com grandes investimentos. Um simples celular já é suficiente. No entanto, com a popularização das lives, a concorrência também aumentou. Para se destacar, ele adotou uma estratégia consistente, realizando transmissões fixas de Pokémon todas as sextas-feiras à noite.

Hoje, o negócio opera em grande escala, com cerca de 40 estúdios de streaming distribuídos entre os estados da Virgínia e Washington, permitindo transmissões praticamente ininterruptas.

No fim, o segredo vai além da tecnologia: autenticidade, constância e conexão com o público são os pilares para conquistar audiência e transformar visualizações em vendas. Como o próprio Wool resume, em meio a milhares de transmissões disponíveis, o que realmente faz diferença é a pessoa por trás da câmera.

Fonte:revistapegn.globo.com

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